Aos mestres, com carinho!
Só uma MOBILIZAÇÃO NACIONAL
DE PROFESSORES trará algum resultado prático nas políticas públicas para a
Educação brasileira. Aliás, esse "negócio" (EM LATIM "NEGAR O
OCIO") de descentralismo político num país ainda não "ocupado"
integralmente pelas "forças sociais", só elitizam (no mau sentido) os
debates plurais acerca de temas centrais.
Sugiro os
comentários constantes de clássicas obras, como a de autoria do historiador
Luis Mir (Guerra Civil: Estado e Trauma) e a do Phd em História Social, membro
da Academia Brasileira de Letras e Decano da UFRJ José Murilo de Carvalho
(Formação das Almas). Ou ainda da importante aula de Política, postada no
Portal Transparência Brasil (da Fundação Perseu Abramo) com o também
Historiador Marcos Guimarães Sanches, sobre o “15 de Novembro”. Em outras
palavras: o Brasil transformou-se num "grande laboratório" para os
aventureiros de hoje. Os "aproveitadores" desse profícuo cenário, a
classe política, estão "adorando"(...) mentecaptos que são, pois o
"tiro vai acabar saindo pela culatra, outra vez". Lamentável.
A barbárie
brasileira já está se desenhando e as maiores vitimas serão a própria
"elite" tupiniquim. Os temas espinhosos estão sendo “empurrados” à
toque de caixa nas últimas décadas no Brasil, já repararam? (Lei Maria da Penha,
“Lei da palmada”, o tal do “bullying” nas escolas, a “doideira” em que se
transformou o “politicamente correto” ECA (Estatuto da Criança e do
Adolescente); ou seja, direitos, direitos, direitos...sem deveres na mesma
proporção. À nossa vista, chover no molhado. Bastaria se fazer cumprir o
obsoleto Código Penal Brasileiro (1940), que ainda vige entre nós, na avaliação
de diversos jurisconsultos. O mesmo raciocínio poderia se aplicar à questão da
badalada “homofobia”, por exemplo.
A Constituição Federal de 1988, conhecida
como “Constituição Cidadã”, constitui-se de um compêndio regulador normativo
superior a 1 milhão de leis, a maioria delas deferindo condutas acerca do
exercício da cidadania [plena] no país, sem no entanto demarcar aquilo que
deveria nortear os parâmetros a serem obedecidos para que se cumpram obrigações
antes de se obterem concessões. Mais um instrumento de manipulação jurídica (e
política) à serviço dos que “podem pagar” pela “liberdade”, mais um axioma a
ser explorado pelos intelectuais do pensamento, os filósofos, que, ao que
parece, estão fazendo greve. Ninguém mais quer aventurar-se em depurar as
falácias institucionalizadas e protocoladas em nome da sociedade civil (des)organizada
nos fóruns sociais.
Apurando-a (CF
1988) atentamente, cinco ou seis artigos constitucionais (no máximo, salvo
engano) instruem a sociedade sobre as obrigações para com os seus pares e
instituições. Na prática, convivemos com uma anarquia intangível e delirante,
numa palavra esquizofrênica.
Pautas como estas
vêm entulhando as "gavetas" das comissões senatoriais, e a concorrida
Agenda do Congresso Nacional de uma maneira geral, sem falar do tendencioso
Judiciário brasileiro, que têm franqueado sua atuação a papeis
"invertidos", justamente pela ineficiência dos
"analfabetos" e corruptos legisladores. Em outras palavras, os
membros da Suprema Corte vêm assumindo funções análogas às funções legislativas
(ouvi isso de um magistrado [desembargador] na TV Justiça).
Aliás, eles
próprios (os legisladores municipais, estaduais e os "endinheirados",
porém ignorantes e despreparados deputados federais, em sua grande maioria),
são vítimas da falta de instrução e educação qualificada. Alguns sequer
conhecem os fundamentos orgânicos e ideológicos dos partidos que os acolhem e
defendem. Quando eleitos, desconhecem até mesmo as precípuas características da
função legislativa como regimentos internos, estatutos de funcionamento das
casas legislativas, leis orgânicas, Planos Diretores de cidades e outros
dispositivos alusivos à atividade jurídico-política nos Parlamentos.
Por isso a má qualificação formativa do
legislador brasileiro. Pergunta-se: causa ou consequência da educação que
receberam? É preciso resgatar “instituição Professor”, (palavras da Presidenta
da República em plena campanha eleitoral) em nome de uma nova (e
anti-demagógica) “moralidade”. Caso contrário, jamais conseguiremos competir
com a China. Senão vejamos: hora da entrada em sala de aulas dos garotos(as):
07h00; hora da saída: 17h00 / SIC. Se não for isso (inclusive os horários),
favor corrigir-nos. Resultados: invejável poder de poupança interna e
crescimento econômico médio de 11% ao ano (dados do William Bonner, no JN) e
confirmado pela Revista do Mino Carta (Carta Capital). Prometo arranjar mais
alguns dados, quando as notícias da Coreia do Sul soprarem por aqui. Atualmente
esta verdadeira potência coloca 240 mil engenheiros no mercado/ano.
Não entremos na
questão cultural, pelo menos por hoje. A Pauta precisa ser cumprida. Catei de
um amigo jornalista muito bem informado. Todas as nossas fontes são checadas
com antecedência de 24 horas. Afinal estamos na Era da Globalização. (op. Cit.
“Pagode da Globalização” – CRUZ, Arlindo – Rede Globo, 2012 – os grifos são
nossos). Risos.
Ementário: (Só para
concluir!)
Proponho a criação
de um Sindicato Nacional de Professores (proposta pelo Senador Cristóvam
Buarque). Não possuímos um Sindicato Nacional...Precisamos "Soterrar o
grosso da Lei 9394/96 e engessar a Era FHC de uma vez por todas". Nossa
elite deslumbrada, míope e em certa medida iletrada, paga ao FH (Fernando
Henrique) R$ 50.000,00 (cinqüenta mil reais) por palestra. Assim não dá!
Precisamos
federalizar TUDO...ENQUANTO NÃO SE DISCUTE (NO CONGRESSO) a Reforma Política.
Do contrário, viveremos outra(s) "geração(ões) de década(s)
perdida(s)".
Parafraseando Guevara, “hay que endurecerse pero sin perder La ternura jamás”, E como tem dito o ecumênico Cristóvam Buarque
“É preciso fazer a REVOLUÇÃO PELA DA EDUCAÇÃO” (não vou citar partido político
aqui!) Asta la vista!!! .
Abisaí Leite –
Professor
CIEP 075 (BRIZOLÃO J.
CABUÇU)

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