segunda-feira, 16 de abril de 2012

O ORIGINAL & O FAKE

No original, a Gestão Integrada da Empresa - GIDE - prevê o seguinte tratamento para o funcionário (é claro dentro da lógica do K):                 







Poltrona Relaxadora de Tensões (massagens vibratórias em áreas específicas);







Massagem durante o expediente e...








Espaço desestresse..

Que sinalizam ao funcionário a sensação (por mais que a intenção do patrão seja o lucro) de que ele é importante para a realização e/ou funcionamento de algo. Naturalmente um ambiente de trabalho assim resulta em aumento na produtividade por conta da valorização...(o empregado passa a ser o colaborador ou "associado" da empresa). É o jogo do capital no campo da iniciativa privada (Mas ainda assim o funcionário da GIDE original está em melhor condição do que o da versão fake).


A consequência é a chamada Participação nos Lucros (PLR) da empresa









com o intuito de assegurar um compromisso do funcionário com as metas (ou do "associado"/ colaborador com a marca) que serão estabelecidas no próximo ciclo, ou a manutenção dos índices já alcançados.

Já na versão Fake (versão implantada pela SEEDUC/RJ)...

A busca também é por METAS utilizando a mesma lógica do K.

A GIDE é conhecida como Gestão Integrada da Escola, e prevê para o professor...






A implantação de Sofás Cacto a fim de impedir que o professor permaneça na sala de professores e acabe fazendo uma reflexão sobre a sua realidade.

A única massagem que ele poderá conseguir será oriunda  do "brinde" que as direções ganharam junto com o aumento de sua Gratificação,








e que, diga-se de passagem, algumas direções de escola não tem o menor pudor em ostentar o chicote nas falas e posturas.

Mas há ainda duas outras possibilidades de massagem...

Uma mais HARD...




E outra mais HOT.

Ambas são ferramentas da falta de percepção da EDUCAÇÃO como um VALOR e do docente como BEM PÚBLICO.

Quanto a sala de desestresse, basta retirarmos o prefixo e teremos a sala prevista no modelo fake da GIDE.










Que sinalizam ao docente que ele NÃO É importante para a realização e/ou funcionamento da escola, e que a intenção não é a busca por uma escola pública de qualidade. Naturalmente um ambiente de trabalho assim resulta em crescente evazão de quadros de qualidade, perda de prestígio e sedução da carreira junto aos graduandos e aumento no número de licenças médicas...


Naturalmente, os indicadores entram em queda e o professor começa a entrar em um processo de crise existencial que o faz entrar em depressão (sindrome de Burnout).
A consequência é a perda do significado de sua DIGNIDADE profissional e social. Ele começa a refletir esteticamente e profissionalmente (devido a política deliberada de precarização do fazer pedagógico) a imagem que estão introjetando nele e na sociedade sobre ele.


                           



Então o professor passa  a acreditar que ele não é aquilo que foi formado para ser,  a partir daí ele já entra em fase terminal e se submete acelerando o processo de OVELHIZAÇÃO (béééééééé !!!!!!).


Pessoal,...VAMOS ACORDAR !!!!

OBS.: Foto de Felipe O'Neill / Agência O Dia


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