
Somos da contracultura. Somos porque a cultura estabelecida vê o magistério público como uma profissão menor.
Somos porque nos negamos a ser formadores de balconistas, empacotadores ou serventes. Nada contra a pessoa que desempenha tal papel; mas quando se está nessa atividade por falta de oportunidade de ensino é compreensível.
Só não há justificativa quando o próprio poder público (no caso o estadual)tem uma política de "produção em série" desses profissionais travestida de política educacional, empurrando os alunos às colocações serviçais e retirando deles as condições de disputar melhores postos no mercado de trabalho.
E pior, insiste em enquadrar o professor como operário nessa "linha de produção" perversa e bizarra.
Não há transformação possível na educação estadual e nacional sem a, devida, valorização do profissional da educação pública.
Não adianta informatizar salas de aula, dotar o professor de laptop, ministrar cursos de "capacitação" (como se o professor fosse um incapaz)se concomitantemente não houver o devido reconhecimento salarial do professor.
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