
Frequentemente ouvimos críticas a respeito da falta de cultura e leitura do povo brasileiro. "Brasileiro prefere gastar dinheiro com estádio do que com livro." Quando não são "ataques" diretos, temos as insinuações e comparações com nossos vizinhos sulamericanos, do tipo: "Na Argentina existe uma biblioteca em cada esquina, enquanto aqui temos só botequins". Esta e outras manifestações da síndrome do viralatismo, na verdade, carencem de uma "leitura" mais detalhada daquilo que se apresenta.
Pois bem, os que criticam a falta de interesse na leitura e cultura do brasileiro ( generalização medonha) devem ser os mesmos que organizam a Bienal do livro.
Quem foi à Bienal pode constatar que, definitivamente, não é um evento que vise a promoção do hábito da leitura nos brasileiros da próxima geração e manutenção desse prazer entre os desta geração.
Em bom português, a Bienal estava cara até para quem tinha desconto (os professores).
Na minha, franca, opinião a Bienal do livro de 2009 prestou um desserviço a tentativa de criar uma cultura de amor pelo livro.
Preços altos, muita sofisticação e pouca intenção em formar entre os alunos da escola pública amantes da leitura.
O evento estava mais para Fashion Week, no sentido de o visitante só observar as criações (livros escritos), os criadores (escritores), gente famosa e a imprensa, é claro.
Não vi diferença entre comprar na livraria ou comprar na Bienal (o que deveria ocorrer já que é um evento bienal, onde se houvesse risco de prejuízo para as editoras jamais aconteceriam bienais).
Enfim, já foi. Mas fica a crítica e a sugestão para que a próxima seja uma feira voltada ao estímulo e criação de uma cultura de leitura.
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