Olá pessoal !
Trago mais um exemplo de como a
atual gestão da SEEDUC/RJ demonstra valorizar o professor. Pois bem, entramos
em meados de abril (quando os horários e dias de trabalho do professor na(s)
escola(s) estão efetivados; regularizados e rotineiramente cumpridos). Nessa
época já se finaliza o 1º bimestre e tudo leva a crer que não haverá nenhuma
mudança brusca na organização da vida laborativa do professor no corrente ano
letivo, correto ?
Incorreto ! A resposta é não. Pasmem, a SEEDUC/RJ iniciou a famigerada “campanha de otimização das turmas”, e com isso colegas estão perdendo turma(s) – tendo que
passar por transtornos homéricos na reorganização dos seus horários semanais na(s) unidade(s) que leciona – , aumentando gastos e podendo vir a perder dinheiro; uma vez que há casos de docentes que
estão tendo sua atuação na área privada comprometida (sob o risco de perderem o emprego); por conta da necessidade de reconstruir seus 12 tempos obrigatórios da matrícula na rede (bem como seus horários semanais).
Outro exemplo é o dos professores
que assumem turmas de GLP, já que com a otimização das turmas, e a consequente
diminuição da carga horária regulamentar da matrícula (12 tempos), parte dos
tempos da GLP passam a compor os tempos obrigatórios da matrícula. Ou seja, se o
colega tinha 12 + 12 de GLP e perdeu 1(uma) turma de 2(dois) tempos na matrícula,
haverá a conversão imediata dos tempos necessários da GLP em carga de matrícula
até que estejam configurados aqueles 12 tempos obrigatórios da matrícula. Então ele passará a ter 12 + 10 de GLP.
Mas sabem o que é mais bizarro de
tudo ? É a lógica que guia a otimização. Pelo que me consta, o discurso oficial
estabelece que uma turma deva ser otimizada quando o número de alunos frequentes
estiver abaixo de 20 (se bem que há controvérsias quanto ao número, e acredito
que este dependa muito mais de uma orientação regional), então a turma é “deletada”
da grade e os alunos remanescentes são “pulverizados” nas demais turmas da mesma
série/ano e turno.
No entanto, normalmente as turmas
que irão receber os alunos remanescentes estão cheias (com média de 30-35
alunos) e passam a ficar lotadas com esse acréscimo no número de alunos. O resultado
óbvio disso, a prática docente é – inevitavelmente – prejudicada; pois é notório que
sala lotada é didaticamente contraproducente e antipedagógico.
Bom, talvez não seja tão notório
assim, pelo menos para a atual gestão da SEEDUC/RJ, já que preferem “exterminar”
uma turma devido ao “baixo índice de frequentes”, ao invés de irrigar a tal
turma com alunos das outras turmas que permanecem cheias. Tal medida – além de
mais coerente (para não dizer mais inteligente) – conservaria o número de
turmas do turno; não criaria transtornos ao professor e contribuiria para uma
melhor e maior fluidez do trabalho docente nas salas, que passariam a ter –
todas – uma média de alunos mais condizente com a tão apregoada “política de
valorização do professor”.
Quase esqueci de mencionar os casos em que o professor tem que completar os 12 tempos obrigatórios em outra unidade escolar (um dos maiores transtornos produzidos).
Finalizando, registro aqui a fala
emblemática de um colega após ter sido comunicado da otimização de uma de suas
turmas : “O respeito que reivindicamos junto aos nossos alunos no dia a dia
deve ser resgatado por nós mesmos na Rua da Ajuda”.


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