sábado, 13 de abril de 2013

ABERTA A TEMPORADA DAS OTIMIZAÇÕES


Olá pessoal !
Trago mais um exemplo de como a atual gestão da SEEDUC/RJ demonstra valorizar o professor. Pois bem, entramos em meados de abril (quando os horários e dias de trabalho do professor na(s) escola(s) estão efetivados; regularizados e rotineiramente cumpridos). Nessa época já se finaliza o 1º bimestre e tudo leva a crer que não haverá nenhuma mudança brusca na organização da vida laborativa do professor no corrente ano letivo, correto ?

Incorreto ! A resposta é não. Pasmem, a SEEDUC/RJ iniciou a famigerada “campanha de otimização das turmas”, e com isso colegas estão perdendo turma(s)tendo que passar por transtornos homéricos na reorganização dos seus horários semanais na(s) unidade(s) que leciona – , aumentando gastos e podendo vir a perder dinheiro; uma vez que há casos de docentes que estão tendo sua atuação na área privada comprometida (sob o risco de perderem o emprego); por conta da necessidade de reconstruir seus 12 tempos obrigatórios da matrícula na rede (bem como seus horários semanais).

Outro exemplo é o dos professores que assumem turmas de GLP, já que com a otimização das turmas, e a consequente diminuição da carga horária regulamentar da matrícula (12 tempos), parte dos tempos da GLP passam a compor os tempos obrigatórios da matrícula. Ou seja, se o colega tinha 12 + 12 de GLP e perdeu 1(uma) turma de 2(dois) tempos na matrícula, haverá a conversão imediata dos tempos necessários da GLP em carga de matrícula até que estejam configurados aqueles 12 tempos obrigatórios da matrícula. Então ele passará a ter 12 + 10 de GLP.

Mas sabem o que é mais bizarro de tudo ? É a lógica que guia a otimização. Pelo que me consta, o discurso oficial estabelece que uma turma deva ser otimizada quando o número de alunos frequentes estiver abaixo de 20 (se bem que há controvérsias quanto ao número, e acredito que este dependa muito mais de uma orientação regional), então a turma é “deletada” da grade e os alunos remanescentes são “pulverizados” nas demais turmas da mesma série/ano e turno.

No entanto, normalmente as turmas que irão receber os alunos remanescentes estão cheias (com média de 30-35 alunos) e passam a ficar lotadas com esse acréscimo no número de alunos. O resultado óbvio disso, a prática docente é – inevitavelmente – prejudicada; pois é notório que sala lotada é didaticamente contraproducente e antipedagógico.

Bom, talvez não seja tão notório assim, pelo menos para a atual gestão da SEEDUC/RJ, já que preferem “exterminar” uma turma devido ao “baixo índice de frequentes”, ao invés de irrigar a tal turma com alunos das outras turmas que permanecem cheias. Tal medida – além de mais coerente (para não dizer mais inteligente) – conservaria o número de turmas do turno; não criaria transtornos ao professor e contribuiria para uma melhor e maior fluidez do trabalho docente nas salas, que passariam a ter – todas – uma média de alunos mais condizente com a tão apregoada “política de valorização do professor”.

Quase esqueci de mencionar os casos em que o professor tem que completar os 12 tempos obrigatórios em outra unidade escolar (um dos maiores transtornos produzidos).

Finalizando, registro aqui a fala emblemática de um colega após ter sido comunicado da otimização de uma de suas turmas : “O respeito que reivindicamos junto aos nossos alunos no dia a dia deve ser resgatado por nós mesmos na Rua da Ajuda”.

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