Olá pessoal !
No último dia 14/Jun (quinta-feira) os docentes da rede pública estadual decidiram, em reunião do sindicato, entrar em greve por 48h a começar na segunda-feira (dia 18/jun) e finalizar na terça-feira (dia 19/jun).
No entanto, acredito que deflagrar uma greve com tempo de duração tão curto (diria até curtíssimo) não tenha sido uma boa escolha.
Explicando.

Desde o início do ano
letivo, 2012, a SEEDUC/RJ vem jogando pesado com a classe – negando audiências ao
SEPE ou audiências sem a presença do secretário; descumprindo acordos com o
SEPE (ao não desautorizar as perseguições perpetradas contra professores que
não lançam notas ou que externam opiniões divergentes do pensamento oficial);
não revendo a redução da carga horária de filosofia e sociologia; publicando
mecanismos que “engessam” e cerceiam a ação docente (“porcaria”174(na verdade Portaria
174) e Resolução 4784 (responsabilização do professor sobre as informações no
sistema on-line de notas)); impondo a implantação da fase “5 S” da GIDE aos
professores (sem levar em consideração que a função do professor é essencialmente
preparar-ministrar aulas e reavaliar seu ciclo produtivo) – por isso, na
minha visão, deveríamos ter respondido à altura já no início do ano letivo quando
fundamentalmente o clima no RJ era muito propício devido aos escândalos do
governador com a iniciativa privada – principalmente na época em que
nacionalmente havia mobilização da classe; independente das divergências com a
CNE. Conforme escrevi uma vez, “bater junto, caminhar separado” ou no popular
“o inimigo de meu inimigo é meu amigo”.
O governo só respeita
a força e precisávamos ter dado uma
demonstração de força a fim de induzí-lo a dialogar ou, no mínimo, dar um freio e repensar
a linha de atuação empregada.
Tenho a desconfortável sensação que a SEEDUC/RJ vai "faturar" em cima da classe por conta dessa greve de 48h. Lá no fundo sempre achei que esse lance de premiação da GIDE-2011 é a carta na manga (ou curinga) da SEEDUC/RJ para lançar a opinião pública mais uma vez - através da mídia - contra os professores.
Outro erro estratégico dessa greve de 48h é reeditar o ocorrido na greve de 2011, quando o movimento foi "esfriado" pelo período de férias (fins de Jul). Até porque os indecisos normalmente aguardam o movimento “ganhar corpo”, e geralmente isso só ocorre 3 ou 4 dias depois de iniciado o movimento por conta das repercussões no meio e na mídia. Então, como aguardar 3 ou 4 dias se o movimento tem “data de validade” (dia 18 e 19/jun)??
Sinceramente, ano de eleição
no SEPE, todo mundo querendo ser vanguarda; mas ninguém querendo
verdadeiramente partir para cima da SEEDUC/RJ.
Ainda, a greve, para mim É uma paralisação de 48h travestida
de greve. No entanto, reitero o apoio às
reivindicações da classe assim também faço com o meu julgamento de que o início desse movimento É
um erro estratégico que mais favorece a SEEDUC/RJ e fragiliza – no meu
entender – a posição dos docentes ao nos colocar em xeque,
principalmente se o governo pagar pra
ver ou se ele pagar a GIDE-2011.
###Curiosidade, quando fui voto vencido (junto com alguns) nas assembleias anteriores da classe em que a greve foi votada, a alegação era de que uma greve naquele momento demandaria "mobilização" e - na visão dos que não queriam a greve - a categoria não estava mobilizada. No entanto, até agora não entendi que grande mobilização deve ter ocorrido de quinta-feira (dia 14/jun)para sexta-feira visando iniciar a greve na segunda-feira (dia 18/jun)e terminá-la no dia seguinte.

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