Olá pesssoal !
Por conta disso, as postagens no blog foram
ficando cada vez mais distantes da proposta inicial e até, em certo sentido,
diferentes do enunciado do blog: “Só pode Ensinar Quem Gosta de Aprender”. É
claro que eu percebia isso, mas se fazia mais urgente utilizar o canal como
mais um espaço para a difusão de reflexões sobre o momento por qual estava
passando (e continua a passar) a rede pública estadual de ensino.
Talvez se eu não tivesse um enorme respeito e admiração pela docência e por tudo aquilo que ela
representa na formação de uma nação, eu teria mantido a proposta original;
mas eu respeito muito pessoas que se realizam no sucesso de outras pessoas.
Sim. O
professor é o único profissional que se sente realizado quando toma
conhecimento que seus alunos (ou ex-alunos) obtiveram sucesso na vida.
Vocês sabem disso. E é isso também que nos move...
Que nos dá impulso porque percebemos sempre que sim, é possível. Por isso trabalhamos com a vontade de aumentar o número de possibilidades em sala de aula para que elas
se tornem certezas, e com isso exemplos para os que virão depois.
E não há nada de sacerdotal ou de utópico nisso.
É apenas mais uma característica da profissão.
Retomando,
ficaria difícil para mim diante de tudo o que estava (e está) ocorrendo na
rede, falar durante as aulas sobre a ideia de democracia, cidadania, sobre
revolução francesa, democratização brasileira, sobre primavera árabe e outros
tantos temas ligados à luta pelo direito de exercer direitos se EU não exerço o
meu direito de discordar, de manter os direitos conquistados.
Corrijam-me se estou enganado, mas uma das propostas da LDB é ou não é educar para a cidadania ? Então como posso eu educar para a cidadania se eu mesmo não sou um cidadão ? Como posso eu falar sobre uma coisa que eu não vivo, não sinto e não conheço? E o que é pior, como posso ficar calado diante da destruição de um direito (direito de exercer direitos e direito a uma educação pública de qualidade) conquistado por aqueles que vieram antes de mim e suaram, choraram, sangraram e até morreram para que eu tivesse esses direitos na atualidade. E então ?
Corrijam-me se estou enganado, mas uma das propostas da LDB é ou não é educar para a cidadania ? Então como posso eu educar para a cidadania se eu mesmo não sou um cidadão ? Como posso eu falar sobre uma coisa que eu não vivo, não sinto e não conheço? E o que é pior, como posso ficar calado diante da destruição de um direito (direito de exercer direitos e direito a uma educação pública de qualidade) conquistado por aqueles que vieram antes de mim e suaram, choraram, sangraram e até morreram para que eu tivesse esses direitos na atualidade. E então ?
Por conta dessas reflexões meus amigos, o blog guinou.
Sabemos que o fazer docente não se alimenta e se faz unicamente do campo
das ideias, das teorias e das práticas ortodoxas. Ele se faz também pela
experimentação, pela inovação, pela originalidade, pela motivação, pelo
estimulo e por tudo aquilo que oxigena e dá vida ao professor (e aí e uma
questão pessoal).
Assim, seguindo esse entendimento, eu não teria
como me afirmar professor de História se eu ignorasse o momento pelo qual a
rede passa. Meu oxigênio está também em educar pelo exemplo, em mostrar aos
meus alunos o poder das ideias e da organização em sociedade; mas também que as
ações tomadas têm consequências e que se deve arcar com elas, e que, portanto
os atos devem ser fruto de sérias
reflexões e para tal é necessário boa
leitura do mundo em que se vive. E onde se consegue isso ? Na escola, é
essa a resposta que dou a eles.
No entanto, também não posso simplesmente
abandonar um projeto que considero tão bacana como é o de disponibilizar um
canal para trocas de experiências, divulgação de práticas que deram certo,
sugestões e principalmente APOIO aos novos docentes, até porque a SEEDUC/RJ
simplesmente os joga “aos leões”
quando são convocados – isso explica, em parte, o grande número de pedidos de
exoneração de novos docentes da rede.
Com alguns colegas eu já havia tocado no assunto bem
no início do blog, e com outros até tratei recentemente sobre a ideia. Também sei que existem alguns blog´s que já
trabalham essa questão, mas cada blog tem seu estilo e sempre cabe mais um na
web, não é mesmo ? (Rsrsrrs...)
Finalizando, gostaria de pedir uma sinalização de
vocês (via comentário, e-mail, tel,...) se mantenho a linha atual ou retomo a
ideia original. No entanto, gostaria de frisar que a linha original necessita
de muita interação de vocês com o envio de planos de aula, projetos, registros
audiovisuais (enquanto SOPA e PIPA estão na “geladeira”, é claro) de
experiências interessantes, depoimentos, sugestões de leituras, de outros
blog´s, enfim material para disponibilizarmos na web para os novatos, e para
nós mesmos.
Então aguardo vocês.
P.S.: Espero que tenham gostado do video Educatrix, pois Continuarei buscando formas de tratar de coisa séria
com paródias porque acredito que uma abordagem debochada de um tema sério ajuda a divulgá-lo e promove a descontração que também levanta o moral.
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