quarta-feira, 29 de abril de 2009

Propósito & Significação

Pois bem, conforme o título do artigo, quero falar um pouco sobre propósito e significação. Começaremos criando um entendimento sobre essas duas palavras, propósito e significação. Usemos então o dicionário. Lá, propósito quer dizer, também, intenção. Enquanto que significação quer dizer, também, o que as coisas representam.
Já de posse do entendimento...
...Pergunto então qual o seu propósito quando vem à escola e qual a significação da escola no seu projeto de vida? Ou seja, EM QUE A ESCOLA PODE AJUDAR você naquilo que você QUER SER, e o que REPRESENTA ESTAR NA ESCOLA para você?
Continuando, certamente você ouve música, certo? Por acaso você já deve ter ouvido falar de uma banda de rock nacional chamada Legião Urbana? Pois bem, essa banda tem uma música chamada “Que país é esse?” se você nunca ouviu a música, ouça. Depois, analise se as suas atitudes (principalmente na escola) colaboram para fortalecer as situações criticadas na letra da música; ou se as suas atitudes são contrárias aquelas situações da música. Ou seja, se aquilo que você faz na escola (ou fora dela) fortalece um país onde as pessoas são alvo de injustiças e descasos ou um país onde a justiça e a responsabilidade são praticadas.
Espero, sinceramente, que suas atitudes na escola estejam enquadradas no segundo caso; pois você é jovem e possui uma imensidão de potencialidades a serem trabalhadas, por você mesmo e por você com ajuda de outros, no caso a escola (diretores, professores, demais profissionais da escola e alunos).
Ser jovem significa ter energia, mas essa energia deve ser usada para construir pontes e não muros. Quando digo construir pontes é no sentido, também, de ligar você no agora ao seu futuro promissor, de forma responsável. Juventude e responsabilidade não são incompatíveis; quem cria essa incompatibilidade é a sua atitude perante os olhos daqueles que o cercam. Ser um jovem irreverente não tem nada a ver com ser um mal educado jovem.
Certa vez li em algum lugar a seguinte afirmação: “Não podemos atribuir somente aos outros a culpa pelo fracasso daquilo que somos; devemos sim, é admitir que a maior parcela de culpa pertence a nós mesmos, porque nos tornamos aquilo que outros desejaram que nos tornássemos; deixando de ser aquilo que nós poderíamos ter sido.”
Vamos trazer esse raciocínio para a nossa realidade?
Somos da escola pública, e em nosso país existe uma cultura de que tudo aquilo que é publico é ruim, não presta. Então devemos entender que todo aluno de escola pública é ruim ou não presta? Que somente os alunos da rede particular são interessados e aplicados? Pois bem, se acreditarmos nisso estaremos nos tornando o que outros desejam que nos tornemos. Estaremos abrindo mão do futuro, da nossa escolha, do nosso poder de decidir sobre o que queremos ser.
Não se engane, toda vez que você toma uma postura mal educada, no trato com professores ou funcionários, achando-se irreverente, você contribui para a cultura do: aquilo que é público é ruim. Quando você depreda a sua escola (quebrando, rabiscando paredes e mesas, jogando lixo no chão, gritando pelos corredores, etc.) você também contribui. Quando você não se empenha nos estudos (tanto na escola quanto em casa) você também contribui. E contribuindo você ajuda na construção de uma idéia e um futuro que não foi planejado por você, mas sim, por outros para você!
Daí então você passa a servir a um propósito diferente daquele que a escola (que é pública) deseja para você, e a escola passa a ter outra significação na sua vida de aluno. E é justamente essa situação que vivemos hoje na maioria das escolas públicas. Ou seja, você passa a ir à escola para ver os amigos, namorar, zoar, comer merenda, desrespeitar professores e os funcionários, fazer bagunça, circular pelos corredores em horário de aula...você faz tudo, menos estudar. Não se esforça para aprender, para crescer como cidadão, como pessoa que detém o seu próprio destino. Resultado disso, em pouco tempo você estará choramingando o seu fracasso e culpando os outros; quando na verdade foi você quem fez a bagunça; foi você quem depredou a escola; foi você quem foi desrespeitoso; foi você quem não estudou; foi você quem não se esforçou.
Lembra da afirmativa anterior??... “Não podemos atribuir somente aos outros a culpa pelo fracasso daquilo que somos (...) deixando de ser aquilo que nós poderíamos ter sido.”
Portanto, caro aluno, reflita sobre o significado da escola para você, e qual o seu propósito quando vem à escola.
Cabe a você aluno (e a cada um de nós) da escola pública, em nossas ações e palavras, provar que a idéia de que a cultura do “aquilo que é público é ruim” não condiz com a verdade. Pode até ter se tornado uma verdade para alguns; mas é uma “verdade” que se desmancha como um castelo de cartas ao menor sopro da conscientização com o propósito e a significação da escola.

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